Pisei Chão
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14
dez
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É legítimo que as pessoas saiam às ruas pelo impedimento da Dilma. Por mais que eu discorde da pauta central e dos argumentos que a sustentam, é legítimo, sim.

Mesmo que parte desses manifestantes não tenha cultura de mobilização social e seja oriunda de classes privilegiadas, é um direito deles. Por mais que tirem selfie com a PM, façam coreografia em ritmo de axé ou vistam camisas da seleção brasileira. Ou que tenham votado e queiram o Aécio na presidência.

Ser contra, é atacar a si. É querer escolher quem, quando e por qual motivo deve-se protestar nas ruas. E a rua é de todos – até dos que aplaudem o Bolsonaro.

(Com exceção, claro, dos que defendem intervenção militar e o assassinato da presidente e seus aliados, por exemplo.)

Agora, caso a Dilma seja apeada do Planalto, não me venham os livros ilustrar a passagem histórica com fotos dessas manifestações. Pois, definitivamente, a possibilidade de queda da presidente nada tem a ver com esses atos. Botem lá foto do Cunha, Paulinho da Força, do Aécio e sua turma, do Temer. Ou do Lobão e do Frota, quando citarem artistas engajados no movimento.

Das senhoras e tiozões de rosto pintado, não. Por favor! Nem dos garotões e garotinhas. Muito menos dos pets e das panelas batendo nas sacadas.

A voz que grita pela derrubada da Dilma não vem das ruas e ecoa no Congresso. É exatamente o contrário. Ela parte de gabinetes e reuniões secretas e precisa desses “patriotas” para ganhar força; desestruturar reações; ser legitimada.

Pode até ser que os protestos pró-impedimento ganhem corpo e aticem o processe político em curso. Essa é a intenção! Mas, hoje, a pressão que exercem é a mesma de uma frigideira.

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19
fev
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Jornalista não aceita ser contrariado. Não aceita ouvir “não”. Ou “não posso agora”. Até um “você não está na lista” desce atravessado.

Normal xingar mentalmente a fonte escrota, que falou com todo mundo menos com você. Aquele fela da puta, nojento, tomara que morra querendo aparecer…

A negativa, porém, faz parte da profissão. Assim como a porta na cara, o telefone desligado, a credencial com acesso limitado. Isso é óbvio.

Na verdade, pensei que fosse. Por isso me assustei ao ver o Facebook inundado de protestos contra a assessoria da presidente Dilma. Em recente passagem por Teresina (PI), a petista concedeu entrevista apenas para duas rádios e uma emissora de TV, deixando uma legião de jornalistas chupando o dedo.

Foram credenciadas para a entrevista: as rádios Pioneira e Verdes Campos e a TV Meio Norte. Os critérios alegados: regionalidade, abrangência e audiência. E o trio se encaixa no perfil.

Houve indignação coletiva. Soube – e como não presenciei, posso estar errado – que uma repórter, de microfone na mão, insistia que era da Globo. Outros ameaçaram não publicar uma linha sobre a visita da presidente ao Estado.

Esgotados os argumentos e “ameaças”, passaram a desmerecer o trabalho dos colegas “privilegiados”, contestando a qualidade do jornalismo praticado e a competência dos sujeitos envolvidos.

dilma

As exclusivas fazem parte de objetivos bem pensados e executados. Penso que a assessoria da Dilma avaliou ser bem mais estratégico conceder 40 minutos de entrevista para uma TV – onde temas podem ser abordados e aprofundados -, que 10 minutos de coletiva corrida e vazia para todos os meios credenciados.

O esperneio geral é até compreensível. O que a maioria esquece é que o privilegiado de hoje é o excluído de amanhã. E vice-versa. E quando se está no melhor papel, ninguém reclama ou acha absurdo ter o monopólio momentâneo da informação. Pelo contrário…

Lembro da cobertura do caso Fernanda Lages. A Polícia Federal concluiu o inquérito, mas, antes de divulgá-lo oficialmente, soltou detalhes para algumas emissoras. Pretendia, com isso, diminuir o impacto do resultado da investigação perante a opinião pública. De posse desse conteúdo, uma das “privilegiadas”, a TV Cidade Verde, deu uma semana de furos.

Outra cobertura: um resultado de vestibular da UFPI. Era tradição o reitor anunciar os 10 primeiros colocados durante coletiva. Imprensa reunida, se acotovelando pelo melhor ângulo. O reitor levanta o envelope com a lista, encaixa a tesoura para cortá-lo e… A repórter da TV Clube o interrompe na justa hora. Num cochicho bem audível, avisa que ele deve esperar mais 3 minutos, tempo do Piauí TV 1º Edição começar e eles entrarem com a transmissão ao vivo direto da universidade. E o bundão do reitor ficou lá, três minutos enrolando. E nós, os outros bundões, esperando.

E as solenidades políticas, sempre ao meio dia para encaixar no “ao vivo” das TVs? O pessoal dos portais, jornais e rádios que se lascam com isso. Mas há um acordo entre as assessorias dos gestores e as emissoras, em geral todas bem pagas para cobrir tais solenidades e eventos.

Tem também quando você chega para a entrevista, na hora marcada, e a concorrência já publicou tudo. Como? A fonte marota chamou aquele jornalista que conhece há anos e adiantou o conteúdo.

Há ainda o repórter que reclama do assessor que demora com a resposta e o assessor que reclama do repórter abusado que pede tudo em cima da hora, exigindo retorno imediato.

Todos gostam e querem tratamento diferenciado. É mal da raça.

Ficar de fora faz parte da profissão. Quando isso acontece, a melhor escolha é engolir a raiva e trabalhar com a informação que dispõe. Da próxima, quem sabe, o privilegiado é você.

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21
jan
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25
ago
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Quatro ministros tombados por denúncias de corrupção, servidores presos em operações da PF e a presidente Dilma Rousseff afirma que fazer “faxina” em ministérios envolvidos em acusações não é “meta” do atual governo.

Ao invés de arejar as pastas, a “companhêra” de Lula apenas trocou peças, nomeando novos ministros indicados pelos mesmos partidos dos que caíram.

Essas atitudes levaram a revista “Fobes”, importante publicação intergaláctica, a reconhecer a presidente brasileira como a pior faxineira do sistema solar.

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25
set
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O Estado de São Paulo, jornal popularmente conhecido como Estadão, assumiu o que todo mundo já sabia ou, ao menos, desconfiava: a publicação apoia a candidatura de José Serra (PSDB) à presidência da república.

“Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País”, declara no editorial intitulado de “O mal a evitar”.

Para justificar a tomada de posição há menos de 10 dias das eleições (não esqueçam que a campanha está nas ruas desde julho), o Estadão cita as críticas do presidente Lula à grande imprensa, a quem acusou de “se comportar como um partido político”.

O comando do jornalão afirma que o editorial não terá qualquer influência nos propósitos de levar aos leitores uma cobertura jornalística isenta.

Alguém aí acredita?

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