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14
dez

A pressão de uma frigideira

Postado por Cruvino
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É legítimo que as pessoas saiam às ruas pelo impedimento da Dilma. Por mais que eu discorde da pauta central e dos argumentos que a sustentam, é legítimo, sim.

Mesmo que parte desses manifestantes não tenha cultura de mobilização social e seja oriunda de classes privilegiadas, é um direito deles. Por mais que tirem selfie com a PM, façam coreografia em ritmo de axé ou vistam camisas da seleção brasileira. Ou que tenham votado e queiram o Aécio na presidência.

Ser contra, é atacar a si. É querer escolher quem, quando e por qual motivo deve-se protestar nas ruas. E a rua é de todos – até dos que aplaudem o Bolsonaro.

(Com exceção, claro, dos que defendem intervenção militar e o assassinato da presidente e seus aliados, por exemplo.)

Agora, caso a Dilma seja apeada do Planalto, não me venham os livros ilustrar a passagem histórica com fotos dessas manifestações. Pois, definitivamente, a possibilidade de queda da presidente nada tem a ver com esses atos. Botem lá foto do Cunha, Paulinho da Força, do Aécio e sua turma, do Temer. Ou do Lobão e do Frota, quando citarem artistas engajados no movimento.

Das senhoras e tiozões de rosto pintado, não. Por favor! Nem dos garotões e garotinhas. Muito menos dos pets e das panelas batendo nas sacadas.

A voz que grita pela derrubada da Dilma não vem das ruas e ecoa no Congresso. É exatamente o contrário. Ela parte de gabinetes e reuniões secretas e precisa desses “patriotas” para ganhar força; desestruturar reações; ser legitimada.

Pode até ser que os protestos pró-impedimento ganhem corpo e aticem o processe político em curso. Essa é a intenção! Mas, hoje, a pressão que exercem é a mesma de uma frigideira.

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