Pisei Chão

22
mar
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Os jornalistas profissionais do Piauí estão Piauí estão em plena campanha salarial. A assembleia decisiva é nesta terça-feira (22). Temendo um golpe em seus direitos trabalhistas e salariais, alguns profissionais redigiram uma carta-denúncia e pediram ajuda ao Pisei Chão para divulgar.

O texto não é assinado, pois, no Piauí, os jornalistas vivem num ambiente de falsa liberdade de expressão e sob total opressão; são amordaçados pela censura e pelo medo da perseguição nos seus locais de trabalho. Rubricar a carta seria pôr o pescoço na guilhotina.

Segue a íntegra do texto:
O piso do jornalista, a perda salarial e o golpe do Sindjor

Uma palavra: golpe! Ela tem tomado conta dos noticiários nas últimas semanas. Nós, jornalistas, certamente a escrevemos algumas vezes em matérias que produzimos recentemente. Só não imaginávamos que sofreríamos um, embora ele venha sendo articulado desde o início das negociações pelo reajuste do piso salarial da categoria.

Contextualizando
Há quase uma década, o piso do jornalista se mantém no patamar de dois salários mínimos. Desde então, as negociações entre o Sindicato dos Jornalistas do Piauí e os empresários pelo reajuste anual se concentram basicamente em manter ou congelar o anuênio. Este ano, no entanto, o impasse tornou-se maior.

Os empresários se recusaram a manter o piso salarial em dois salários mínimos e ainda ameaçaram o congelamento do anuênio. O valor proposto pelos patrões foi de R$ 1.700, o que sequer cobriria as perdas da inflação.

Os jornalistas não aceitaram mexer no anuênio e ainda exigiram que o piso ficasse em R$ 1.760. Qualquer proposta menor que essa deveria ser automaticamente rejeitada e o impasse seria resolvido na justiça do trabalho.

Diante dessa decisão, o Sindjor retornou à mesa de negociação com os empresários e deveria ter repassado o que ficou definido e que foi registrado em ata, na assembleia. Mas não foi o que aconteceu…

O golpe
Ao invés de agir de forma enérgica e combativa, o Sindjor passou quase um mês tentando convencer os empresários a aceitarem um acordo, que até então a categoria não sabe exatamente qual foi. A informação extraoficial é de que os patrões aceitaram pagar somente um valor que cobre as perdas da inflação, ou seja, R$ 1.748. Pior que isso, vieram demissões e ameaças de não pagar mais diárias aos domingos ou feriados. Mais uma vez, ao invés de agir de forma combativa, o Sindjor se calou.

O golpe final será dado nesta terça-feira (22/03) na assembleia convocada pelo Facebook do Sindjor. O aviso é bastante claro ao restringir a participação da categoria em geral, explicitando que somente os filiados e com a contribuição sindical em dia poderão se fazer presente. Além de ter sido marcada para a manhã de um dia de semana, com o objetivo evidente de dificultar a participação de um número maior de pessoas, o Sindjor contraria a decisão tomada na última assembleia.

Certamente será aprovado o piso de R$ 1.748. Certamente teremos mais demissões, Certamente perderemos direitos trabalhistas garantidos por lei. Mas o Sindjor novamente irá se calar.

Ainda paira a dúvida sobre o que está por trás disso tudo. Qual é o medo dos nossos falsos representantes de um enfretamento maior? Por que se colocaram contra os interesses da categoria e defenderam os dos empresários?

É um ano difícil para os jornalistas do Piauí. Além de não conseguirem um aumento real em seus salários, precisaram lutar contra o seu próprio sindicato e, pior, saíram perdendo. Há muito tempo não nos sentimos representados por esta diretoria que mais parece interessada em manter seus empregos às custas da imunidade sindical.

Sofremos um golpe… E ele foi dado pelos que deveriam ser nossos aliados.”

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14
dez
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É legítimo que as pessoas saiam às ruas pelo impedimento da Dilma. Por mais que eu discorde da pauta central e dos argumentos que a sustentam, é legítimo, sim.

Mesmo que parte desses manifestantes não tenha cultura de mobilização social e seja oriunda de classes privilegiadas, é um direito deles. Por mais que tirem selfie com a PM, façam coreografia em ritmo de axé ou vistam camisas da seleção brasileira. Ou que tenham votado e queiram o Aécio na presidência.

Ser contra, é atacar a si. É querer escolher quem, quando e por qual motivo deve-se protestar nas ruas. E a rua é de todos – até dos que aplaudem o Bolsonaro.

(Com exceção, claro, dos que defendem intervenção militar e o assassinato da presidente e seus aliados, por exemplo.)

Agora, caso a Dilma seja apeada do Planalto, não me venham os livros ilustrar a passagem histórica com fotos dessas manifestações. Pois, definitivamente, a possibilidade de queda da presidente nada tem a ver com esses atos. Botem lá foto do Cunha, Paulinho da Força, do Aécio e sua turma, do Temer. Ou do Lobão e do Frota, quando citarem artistas engajados no movimento.

Das senhoras e tiozões de rosto pintado, não. Por favor! Nem dos garotões e garotinhas. Muito menos dos pets e das panelas batendo nas sacadas.

A voz que grita pela derrubada da Dilma não vem das ruas e ecoa no Congresso. É exatamente o contrário. Ela parte de gabinetes e reuniões secretas e precisa desses “patriotas” para ganhar força; desestruturar reações; ser legitimada.

Pode até ser que os protestos pró-impedimento ganhem corpo e aticem o processe político em curso. Essa é a intenção! Mas, hoje, a pressão que exercem é a mesma de uma frigideira.

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15
nov
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08
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